A decisão, anunciada a 5 de novembro, será aplicada a todas as empresas de Data Centers, que receberam financiamento do governo chinês, exigindo o uso exclusivo de chips fabricados no país.
O objetivo é fortalecer a indústria chinesa de semicondutores, reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros, especialmente dos Estados Unidos e garantir maior controlo sobre infraestruturas críticas.
A medida poderá afetar gigantes como NVIDIA, Intel e AMD, que atualmente vendem chips para data centers na China.
Além da proibição direta, as autoridades reguladoras chinesas ordenaram que centros de dados com menos de 30% de conclusão removessem todos os chips estrangeiros instalados ou cancelassem os planos de compra, enquanto projetos em estágio mais avançado serão decididos caso a caso.
Com esta estratégia, o governo pretende impulsionar empresas nacionais, atrair mais investimento e dominar o mercado de chips de IA.
Graças a essa medida, fabricantes nacionais como a HUAWEI, poderão ganhar mais espaço, enquanto empresas norte-americanas enfrentam restrições severas num dos maiores mercados de tecnologia do mundo.
A decisão também surge num contexto de disputa global pela liderança em inteligência artificial e processamento de dados. Após o anúncio do Presidente norte-americano Donald Trump sobre a restrição do uso dos processadores da NVIDIA exclusivamente em território norte-americano, a China respondeu com o banimento de processadores estrangeiros nos Data Centers financiados pelo governo.
Ao restringir o uso de chips de IA estrangeiros, a China procura acelerar a inovação interna, proteger dados e garantir que os avanços tecnológicos estejam alinhados com os seus interesses nacionais.
Fonte: REUTERS




